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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O que é Sajdah Tiláwat

Em nome de Allah, o Compassivo e o Misericordioso 

P- O que é Sajdah Tiláwat? 

R- Sajdah Tiláwat é a prostração que se torna obrigatória ao recitador após recitar ou ouvir um dos versículos de prostração no Qur’án. No Qur’án existem 14 versículos onde após a sua recitação ou audição, o Sajdah torna-se obrigatório ao recitador e ao ouvinte. Tais versículos estão sinalizados com a palavra Assajdah (السجدة) escrito na margem e também no próprio versículo. Eis os 14 versículos de prostração: 

1- Surah Al-A’raaf (7 : 206). 
2- Surah Ar-Ra’d (13 : 15). 
3- Surah An-Nahl (16 : 50). 
4- Surah Bani Isráil (17 : 109). 
5- Surah Mariam (19 : 58). 
6- Surah Al-Hajj (22 : 18 - O primeiro Sajdah). 
7- Surah Al-Furqán (25 : 60). 
8- Surah An-Naml (27 : 26). 
9- Surah Sajdah (32 : 15). 
10- Surah Swad (38 : 25). 
11- Surah Há Mim Sajdah (41 : 38). 
12- Surah An-Najm (53 : 62). 
13- Surah Al-Inshiqáq (84 : 21). 
14- Surah Al-Ãlaq (96 : 19). (Durrul Muktár 2\103). 

Mufti Ismail Abdullah Ismail 
Daarul Iftá- Beira 

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sábado, 17 de setembro de 2016

A Definição Linguística da Palavra Masjid






Pergunta: O que é masjid (mesquita), linguística e religiosamente?


Resposta:
Linguísticamente, masjid é o local de prostração. Religiosamente, é tudo o que é construído para que os muçulmanos façam as cinco orações em congregação.

É também usado para se referir ao que é mais geral que isso. Portanto, também inclui o lugar que uma pessoa usa na sua casa (ou que tenha designado) para fazer as orações voluntárias, ou que usa para realizar as orações obrigatórias quando é incapaz de as fazer na masjid, onde as pessoas estabelecem oração congregacional. A partir disto está o que al-Bukhari e outros registraram de Jabir, radhiAllahu ‘anhu, que disse que o Mensageiro de Allah, sallAllahu ‘alayhi wa sallam, afirmou:
“Foram-me concedidas cinco (coisas) que não foram concedidas a ninguém antes de mim. Fui assistido com ar-Ru’b (medo lançado no coração dos inimigos) de uma distância de um mês (de viagem), e a terra foi-me feita uma masjid (local de oração) e um meio de purificação. Assim, qualquer homem da minha nação (os muçulmanos) a quem (o momento da oração) alcançar, então que faça a oração...” [Al-Bukhari nº 33 e Muslim nº 521]

Comité Permanente para Pesquisa e Vereditos
Fatawa Islamiyah, vol.3, p. 19 Darussalam


Tradução: Mariama bint Carlos

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

"Em verdade, Allah socorre a quem O socorre"





Por Imam ash-Shanqiti

“E, em verdade, Allah socorre a quem O socorre. Por certo, Allah é Forte, Todo-Poderoso.” [Surah Hajj (22):40]


Imam ash-Shanqiti (m.1393H) – rahimahullah – disse:
“Allah, o Poderoso e Majestoso, explica nesta nobre ayah que Ele prometeu socorrer e dar vitória àqueles que socorrerem-nO. Sabe-se que o socorro e a vitória de Allah veem por seguir-se aquilo que Ele prescreveu, obedecendo Seu comando, evitando Suas proibições, ao ajudar Seus Mensageiros e seus seguidores, auxiliando Sua religião e lutando contra Seus inimigos e os derrotando - até que a palavra de Allah seja feita superior, enquanto que a palavra de Seus inimigos seja rebaixada e reduzida. Então Allah, o Altíssimo, o Magnificentíssimo, explica as características daqueles a quem Ele prometeu que receberiam Seu socorro e vitória, diferenciando-os dos outros. Assim, Ele disse, explicando sobre aqueles a quem Ele jurou auxiliar e dar vitória - porque Ele é Aquele que auxilia e dá a vitória:
“Esses são os que, se os empossamos na terra, cumprem a oração e concedem az-zakah, e ordenam o conveniente e coíbem o inconveniente e coíbem o reprovável (...)” [Surah Hajj (22):41]

E o que esta nobre ayah indica é que quem quer que auxilie Allah, Ele o auxiliará. Isso está claramente explicado em outras ayat [plural deayah], nas palavras do Altíssimo:
“Ó vós que credes! Se socorreis a Allah, Ele vos socorrerá e vos tornará firmes os passos. E aos que renegam a Fé, a eles, a desgraça! E Ele lhes fará sumir as obras.” [Surah Muhammad (47):7-8]

“E, com efeito, Nossa Palavra antecipou-se a Nossos servos, os Mensageiros, por certo, eles serão os socorridos, e, por certo, Nossos exércitos serão os vencedores.” [Surah as-Saffat (37): 171-173]

“Allah prescreveu: ‘Em verdade, vencerei Eu e Meus Mensageiros.’ [Surah al-Mujadilah (58):21]

“Allah promete aos que, dentre vós, crêem e fazem as boas obras que os fará suceder, na terra (...)” [Surah an-Nur (24):55]

E o Altíssimo também diz:
“Esses são os que, se os empossamos na terra, cumprem a oração e concedem az-zakah, e ordenam o conveniente e coíbem o conveniente e coíbem o reprovável (...)” [Surah Hajj (22):41]

Nisso há a prova que não há a promessa do socorro de Allah, exceto pelo cumprimento da oração, pelo pagamento do zakah, ordenar o conveniente e coíbir o que é reprovável. Assim, esses são aqueles a quem Allah estabelecerá sobre a Terra e por quem estreitará Sua palavra. Todavia, aqueles que não cumprem o salah [oração], nem pagam o zakah ou ordenam o conveniente e coíbem o que é reprovável, para eles não há promessa do auxílio de Allah ou que Ele lhes garantirá vitória. Eles não são de Seu partido, nem são Seus amigos – aqueles que têm a promessa de Seu socorro e vitória. Antes, eles são do partido de Shaytan e seus amigos. Assim, se eles esperassem o socorro de Allah e o cumprimento de Sua promessa sobre eles, então seu exemplo é como o do trabalhador contratado que recusa-se a trabalhar naquilo para o que foi contratado, mas ainda assim espera ser recompensado. Logo, aquele que é assim, é desprovido de intelecto!”[1]

Por conseguinte, o socorro que tão desesperadamente esperamos, e a vitória que intensamente desejamos, apenas virão a acontecer por: “Os muçulmanos voltarem e arrependerem-se ao seu Senhor, corrigindo sua ‘aqidah (crença) e plantando a eles próprios, bem como aos seus familiares, sobre o Islam puro e correto; pondo em prática as palavras de Allah, o Altíssimo:

“Por certo, Allah não transmutará o que um povo tem, até que este haja transmutado o que há em si mesmo.” [Surah ar-Ra’d (13):11]” [2]
[Ou seja: Allah nunca mudará a condição de um povo, até que ele tenha mudado o que há nele].

Referências:
Imam ash-Shanqiti – [Adwaa ‘ul-Bayaan (5/703-704)]
Revista Al-Istiqaamah, Edição Nº 4 – Jumadal-Awwal 1417H / novembro 1996
Revista Al-Istiqaamah, Edição Nº 6 – Dhul-Qa’dah 1417H / março 1997
[1] Adwaa’ ul-Bayaan (5/703-704) de ‘Allaamah ash-Shaqeetee.
[2] Al-‘Aqeedatut-Tahaawiyyah Sharh wat-Ta’leeq (p.47) do Shaykh al-Albani.


Tradução e Adaptação: Islane Castelo

sábado, 10 de setembro de 2016

Significado e Virtudes do Dia de 'Arafah



Jejuar no Dia de 'Arafah expia os pecados por dois anos
O nono dia de Dhul-Hijjah é o dia de ‘Arafah, é neste dia que os peregrinos reúnem-se na planície da montanha de ‘Arafah, orando e suplicando ao seu Senhor. É mustahabb (altamente recomendado) para aqueles que não são peregrinos, que jejuem neste dia, uma vez que o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) foi questionado sobre o jejum neste dia, ao que respondeu:
"Ele expia os pecados (menores) do ano anterior e do ano que virá." [1]

Imam at-Tirmidhi (d.275H) – rahimahullah – disse:
"O povo do conhecimento considera ser recomendado jejuar no dia de ‘Arafah, exceto para aqueles no [Monte de] ‘Arafah.”[2]


Mais do que qualquer outro dia, o de ‘Arafah é quando Allah mais liberta Seus servos do Fogo
Outrossim, o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse:
"Não há nenhum outro dia que Allah liberte mais pessoas do Fogo do que no dia de 'Arafah. Ele aproxima-se deles (daqueles no Monte ‘Arafah), e então regozija-Se diante de seus Anjos dizendo: ‘O que procuram estas pessoas [?].’" [3]


O perdão dos pecados, ainda que eles sejam como a espuma do mar
Quanto a você que fica a noite no ‘Arafah, então Allah desce para o céu da duniya e Ele gaba-se de você para os Anjos e diz:
“Meus servos vieram a Mim, parecendo brutos [desgrenhados e cheios de poeira], dos mais profundos vales, na esperança da minha Misericórdia, assim, se seus pecados fossem equivalentes à quantidade de areia ou aos pingos de chuvas ou como a espuma no mar, eu lhes perdoarei. Então, prossigam, Servos Meus! Tendo o perdão para aquilo ou para quem tivestes intercedido em favor.”[4]


É o dia em que a religião foi aperfeiçoada e as bênçãos de Allah completadas
Foi relatado em “Al-Sahihayn” que ‘Umar ibn al-Khattab (radhiAllahu ‘anhu) narrou que um judeu disse-lhe: "Oh Amir al-Mu'minin, existe uma ayah no Livro que você recita; se ela tivesse chegado a nós, os judeus, teríamos tomado aquele dia como um 'Eid (festa)." ‘Umar perguntou: ‘Qual ayah?’ Ele respondeu:
 "Hoje, eu inteirei vossa religião, para vós, e completei Minha graça para convosco e agradei-Me do Islão como religião para vós."[Surah al-Ma’ida (5):3].
‘Umar disse: "Sabemos em que dia e em que lugar ela foi revelada ao Profeta (sallAllahu ‘alayhi wa salam). Foi numa sexta-feira, quando ele estava em 'Arafah."


Allah manifesta Seu Orgulho a Seus Anjos
Foi relatado de Ibn 'Umar que o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse:
“Allah manifesta Seu orgulho aos Seus Anjos na hora da 'Isha’, no Dia de 'Arafah, sobre as pessoas de 'Arafah. Ele diz: 'Vejam Meus servos que chegaram desalinhados e empoeirados.'" [5]


O permanecer no ‘Arafah é o Hajj
Permanecer no ‘Arafah é o Hajj. A multidão deve lembrá-lo do Dia da Ressurreição. Humilhe-se para Allah, mostre-Lhe tua ‘ubudiyyah, através de du’a e intenção sinceras e forte determinação de libertar-se dos pecados do passado e de construir um compromisso de se apressar a fazer o que é bom. Ao retornar pense em tornar-se uma pessoa melhor, livre-se do falso orgulho e da exibição porque isso provavelmente destruirá o que ganhou neste dia.


Referências:
[1] Muslim (nº. 1162).
[2] Muslim (nº. 1348)
[3] Jami’ut-Tirmidhi (3/377
[4] Relatado por at-Tabarani em seu livro "al-Kabir" e por al-Bazar. Shaykh al-Albani o classificou como Hassan. Retirado de "Sahih al-Targhib wa Tarhib'". Volume 2, página 9-10, hadith nº 1112. Retirado de "Sahih al-Targhib wa Tarhib’" do Shaykh Muhammad Nasr ud-Din al-Albani.
[5] Narrado por Ahmad e classificado como sahih por al-Albani.
“The Month of Dhul-Hijjah” – Revista al-Istiqamah, Edição Nº6
“Ahadith regarding the Benefits and Blessings of Hajj” - [Artigo] Traduzido por Abbas Abu Yahya.
“Hajj and Tawhid” por Dr. Saleh as-Saleh.


Tradução e Adaptação: Islane Castelo

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Excelência do Jejum Durante os Dez Primeiros Dias de Dhul-Hijjah

Ibn ‘Abbas -radhiAllahu ‘anhum - relatou:

O Mensageiro de Allah (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse:
“Não há dias durante os quais as ações virtuosas sejam mais satisfatórias para Allah do que nesses dias (ou seja, nos dez primeiros dias de Dhul-Hijjah).”

Perguntaram-lhe: “Ó Mensageiro de Allah, nem mesmo a Jihad na Causa de Allah?"

Ele (sallAllahu 'alayhi wa sallam) respondeu:
“Nem mesmo a Jihad na Causa de Allah, a não ser que um indivíduo parta com sua vida e propriedade e não retorne com nenhum deles.” [Al-Bukhari]

Riyad-us-Saliheen do Iman Al-Nawawi, Capítulo 226: A Excelência de as-Sawm (o jejum) durante os dez primeiros dias de Dhul-Hijjah


Tradução e Adaptação: Islane Castelo

A Virtude dos Primeiros Dez dias de Dhu’l-Hijjah

Entre as grandes estações de adoração estão os primeiros dez dias de Dhu'l-Hijjah, que Allah favoreceu acima de outros dias.

Foi narrado a partir de Ibn 'Abbas (radhiAllahu 'anhum) que o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse: "Não existem dias em que boas obras são mais amadas a Allah do que estes dez dias”. Eles disseram: "Nem mesmo jihad pela causa de Allah?" Ele disse: "Nem mesmo jihad pela causa de Allah, a não ser que um homem saia para a jihad, tendo a sua riqueza com ele e volte sem nada.” [Narrado por al-Bukhari, 2/457]

Também foi narrado a partir de Anas (radhiAllahu 'anhu) que o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse: "Não há nenhum ato melhor perante Allah ou melhor recompensado do que uma boa ação feita nos (primeiros) dez dias de al-Adha”. [Narrado por al-Darimi, 1/357; sua isnad é Hasan como indicado em al-Irwa ', 3/398]

Estes textos e outros indicam que estes 10 dias são melhores do que todos os outros dias do ano, sem exceção, mesmo os últimos dez dias do Ramadan. Mas as últimas dez noites do Ramadan são melhores do que as primeiras dez noites de Dhu'l-Hijjah, porque incluem a Laylat al-Qadr, que é melhor do que mil meses. [Veja Tafsir Ibn Kathir, 5/412]

Então, o muçulmano deve começar estes dias com arrependimento sincero perante Allah, depois ele deve fazer muitas boas obras em geral, e ele deve tentar fazer as seguintes acções:

1 - Jejum
É Sunnah para o muçulmano jejuar nos primeiros nove dias de Dhu'l-Hijjah, porque o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) nos encorajou a fazer boas obras nos primeiros dez dias de Dhu’l-Hijjah, e o jejum é uma das melhores acções, que Allah escolheu para Si Mesmo como diz ohadith qudsi: "Allah diz: 'Todos os atos do filho de Adão são para ele, excepto o jejum, que é para Mim, e recompensarei por isso.”[Narrado por al-Bukhari, 1805]

O Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) costumava jejuar nos primeiros nove dias de Dhu'l-Hijjah. Foi narrado a partir de Hunaydah ibn Khalid de sua esposa, que uma das esposas do Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse: “O Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) costumava jejuar nos primeiros nove dias de Dhu'l-Hijjah e no dia de 'Ashura', e três dias de cada mês, a primeira segunda-feira do mês e duas quintas-feiras”. [Narrado por al-Nasa'i, 4/205 e por Abu Dawud; classificado como sahih por al-Albani em Sahih Abi Dawud, 2/462.]

2 - Recitar bastante tahmid, tahlil e takbir
É Sunnah recitar takbir (dizendo Allahu akbar (Allah é o Maior)), tahmid (dizendo al-hamdu Lillah (Louvado seja Allah)), tahlil (dizendo Laa ilaaha ill-Allah (Não há deus além de Allah)) e tasbih (dizendo Subhan-Allah (Glória a Allah)), durante os primeiros dez dias de Dhu'l-Hijjah, dizendo essas palavras em voz alta nas mesquitas, casas, ruas e todos os lugares em que é permitido lembrar Allah, para realizar esse ato de adoração abertamente e proclamar a grandeza de Allah.

Allah diz:
“Para presenciar certos benefícios seus e para mencionar, em dias determinados, o nome de Allah, sobre o animal dos rebanhos que Ele lhes deu por sustento. Então, deles comei e alimentai o desventurado, o pobre.” [al-Hajj 22:28]

A maioria é da opinião de que os “dias determinados” são os primeiros dez dias de Dhu'l-Hijjah, porque foi narrado a partir de Ibn 'Abbas (radhiAllahu 'anhum) que os dias determinados são os primeiros dez dias de Dhu'l-Hijjah.

Foi narrado de 'Abd-Allah ibn' Umar (radhiAllahu 'anhu) que o Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam) disse: "Não há dias maiores perante Allah, ou nos quais boas obras são mais amadas por Ele, do que estes 10 dias, então recitem uma grande quantidade de tahlil,takbir e tahmid durante eles.” [Narrado por Ahmad, 7/224.; sua isnad foi classificada como sahih por Ahmad Shakir.]

O takbir é como se segue:
Allahu akbar, Allahu akbar, laa ilaaha ill-Allah, Allahu akbar, wa Lillah il-hamd (Allah é o Maior, Allah é o Maior, não há nenhum deus além de Allah; Allah é o Maior e para Allah é o louvor). E há outras versões.

Este takbir tornou-se uma Sunnah abandonada hoje em dia, principalmente no início destes dez dias. Você mal pode ouvi-lo com exceção de alguns. Deve ser recitado em voz alta, de modo a reviver a Sunnah e lembrar os desatentos. Ibn 'Umar e Abu Huraira (radhiAllahu 'anhum) costumavam sair para o mercado durante os primeiros dez dias de Dhu'l-Hijjah, recitando o takbir em voz alta, e as pessoas recitavamtakbir quando os ouviam, ou seja, as pessoas lembrar-se-iam do takbir e cada uma recitaria por si mesma; isso não significa que eles recitavam em uníssono - o que não está prescrito na Shari'ah.

Reviver Sunnahs que foram esquecidas traz uma grande quantidade de recompensa, como é indicado pelas palavras do Profeta (sallAllahu 'alayhi wa sallam): "Quem reviver uma das minhas Sunnahs que morreram depois de eu partir, terá uma recompensa como a de todas as pessoas que a praticarem, sem que diminua a sua recompensa de todo.” [Narrado por al-Tirmidhi, 7/443.; esse hadith é Hasan por causa de relatórios comprobatórios.]

3 - Fazer Hajj e 'Umrah
Uma das melhores obras que podem ser feitas durante estes dez dias é Hajj à Casa sagrada de Allah. Quem Allah ajuda a fazer Hajj para a Sua Casa e a fazer os rituais da forma exigida será - inshaAllah - incluído nas palavras do Mensageiro de Allah (sallAllahu 'alayhi wa sallam): “UmHajj aceite traz nada menos como recompensa do que o Paraíso.”

4 - Udhiyah (sacrifício)
Uma das boas obras que aproximam uma pessoa a Allah nesses 10 dias é oferecer o sacrifício e procurar um animal bom e gordo e despender dinheiro nele pela causa de Allah.

Apressemos para fazer bom proveito desses grandes dias!


Fonte: IslamQA
Tradução e adaptação: Cláudia Sofia Simões

domingo, 21 de agosto de 2016


Conferencia sobre Liberdade de crença na sociedade contemporania , organizada pelo DEMOLAY na IFRN, teve a participação da Comunidade Muçulmana do RN.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

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Allahu Akbar


Allah – o Altíssimo – diz:
“... mas vos culpa pelo que vossos corações logram.” [Surah al-Baqarah (2):225]
“Um dia, quando a ninguém beneficiarem nem riquezas nem filhos, exceto a quem chegar a Allah, com coração imaculado.” [Surah ash-Shu’araa (26):88-89]

O Profeta (sallAllahu ‘alayhi wa sallam) disse:
“Deveras, existe um pedaço de carne no corpo; se for são, todo o corpo é são. Porém, se for enfermo, então todo o corpo é enfermo. Certamente, isso é o coração.”[1]
Al-Haafidh Ibn Rajab (m. 795H) – rahimahullah – disse:
“Então saiba que o mundo – e o que quer que se encontre acima dele ou abaixo dele na água – não será retificado exceto quando as ações dos seus habitantes forem todas por Allah. As ações do corpo seguem as ações e intenções do coração. Portanto, quando as ações e intenções do coração forem puramente por Allah apenas, então [o coração] serão retificado, e de forma semelhante, as ações do corpo serão também retificados. Porém, se as ações e intenções do coração forem para outro que não Allah, então será corrupto, e do mesmo modo, as ações do corpo serão também corruptos na medida do tamanho da corrupção do coração.” [2]
Além disso, acrescentou:
“Os corações não serão retificados até que ma’rifah (conhecimento e consciência) de Allah – estar temente da Sua grandiosidade, amá-Lo, temê-lo, ter esperança, depender e confiar Nele –seja firmemente implantado neles. Esta é a realidade do tawheed e o significado da frase: laa ilaaha illallaah (de que ninguém é digno de adoração exceto Allah). Assim, os corações não serão retificados até que Allah seja tomado como o ilaah (divindade) a ser conhecida, amada, temida e em Quem se deve ter esperança, e de que Ele – juntamente com tudo isso – se torne no único ilaah (divindade) digno dessa adoração, sem Lhe associar qualquer parceiro.” [3]
Certamente, poderemos começar a apreciar a grandeza de Allah – o Altíssimo – e reverenciá-lo, considerando algumas narrações relacionadas com o que Ele – o Altíssimo – criou.
O Profeta (sallAllahu ‘alayhi wa sallam) disse:
“Verdadeiramente, eu vejo aquilo que não veem e ouço aquilo que não ouvem. O céu gemeu, e tem direito a isso. Por Aquele em cujas mãos está a minha alma! Não existe no céu, um espaço equivalente a quatro dedos, exceto que nele um anjo tenha-se prostrado a Allah. Por Allah! Se soubessem aquilo que eu sei, rir-se-iam pouco e chorariam muito, e não teriam prazer com as mulheres nas vossas camas, mas ao invés, iriam à loucura e implorariam a Allah por ajuda.” [4]
Ele (sallAllahu ‘alayhi wa sallam) disse:
“Os sete Céus comparados ao Kursee (trono/escabelo) são como um anel que é atirado para o deserto. E tal é a grandeza do ‘Arsh (o Trono de Allah) comparado com o Kursee.” [5] 1
Ele (sallAllahu ‘alayhi wa sallam) também disse:
 “Foi me concedida a permissão para vos informar acerca dos Anjos de Allah – o Altíssimo – que carregam o ‘Arsh (Trono). Entre as orelhas e os ombros de um dos anjos existe uma distância de setecentos anos de viagem.” [6]
Ele (sallAllahu ‘alayhi wa sallam) ainda disse:
“Al-Baytul-Mamoor encontra-se no sétimo céu [diretamente acima da Ka’bah]. A cada dia, setenta mil anjos entram nele, e não retornarão até ao Dia da Ressureição.” [7]
Assim, “a necessidade dos servos por este (tipo) de conhecimento é maior que qualquer outra necessidade; e é a mais indispensável de todas as coisas para eles, já que não existe vida para os corações, nem nenhum contentamento, nem nenhuma tranquilidade, exceto através do conhecimento do seu Senhor, o Único digno de ser adorado, o seu Criador – com os Seus Nomes, Atributos, e Ações, e que Ele – junto com tudo isso – é mais amada para a pessoa do que qualquer outra coisa. Desse modo, o empenho do homem em relação a tudo o que irá lhe aproximar de Allah, à exclusão da criação... As pessoas que conhecem melhor Allah, são aqueles que melhor seguem o caminho a Ele; e sabem melhor o que jaz no fim do caminho.” [8]


Notas de Rodapé:
[1] Relatado por al-Bukhaaree (1/126) e Muslim (nº 1599) de an-Nu’maan ibn Basheer (radhiAllahu ‘anhuma).
[2] Jaami’ al-‘Uloom wal-Hikam (p. 120).
[3] Jaami’ al-‘Uloom wal-Hikam (p. 120).
[4] Hasan: relatado por Ibn Maajah (nº 4190) e at-Tirmidhee (2/51), que o autenticou, de Abu Dharr (radhiAllahu ‘anhu).
[5] Saheeh: relatado por Ibn Abee Shaybah em Kitaabul-‘Arsh (1/114) e al-Bayhaqee em as-Asmaa was-Sifaat (p. 290), de Abu Dharr (radhiAllahu ‘anhu). O hadeeth é autêntico devido às suas várias rotas de transmissão – conforme explicado por Shaykh al-Albaanee em as-Saheehah (nº 109).
[6] Saheeh: relatado por Abu Daawood (nº 4727) e al-Bayhaqee em as-Asmaa was-Sifaat, (nº 398), de Jaabir (radhiAllahu ‘anhu). Foi autenticado por Imaam adh-Dhahobee em al-‘Uluww (p. 58).
[7] Saheeh: relatado por Ahmad (3/153), de Anas (radhiAllahu ‘anhu). E a adição é relatada por Ibn Jareer at-Tabaree no seu tafseer (11/27). Ohadeeth foi autenticado por al-Albaanee em as-Saheehah (nº 477).
[8] Sharhul-‘Aqeedatit-Taahawiyyah (p. 27) de Imaam Ibn Abil-‘Izz.
Nota da Tradutora:
  1. No artigo original (tradução inglesa) os termos Kursee e ‘Arsh apresentam o mesmo significado. Porém, de acordo com algumas narrações e comentários dos estudiosos, existe diferença entre estas duas expressões. Kursee é o escabelo do Misericordiosíssimo, de acordo com a mais correta das opiniões dos estudiosos a este respeito. O ‘Arsh (Trono) é o maior de todas as coisas que Allah criou, sobre o qual o nosso Senhor se eleva de uma forma que se ajusta à Sua Majestade. Contém pilares e é carregado por portadores que são anjos de grande tamanho. (fonte:Islamqa)



Tradução: Mariama bint Carlos

A tolerância no Islam






Ao definirmos um de seus aspectos mais importantes, Islam, significa submissão a Allah por escolha e convicção, não por sedução ou compulsão. O Islam acomoda e acolhe a todos como irmãos e irmãs, independentemente de suas afiliações particulares ou distintas, ou seus antecedentes. A atitude Islâmica para com os seguidores de outras religiões é não só para mostrar tolerância para com as suas crenças, mas também para afirmar um princípio inegociável islâmico de tolerância e responsabilidade religiosa.
“Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Allah, ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Allah é Oniouvinte, Sapientíssimo” (Qur’an 2:256).
Na verdade o Islam, através do curso de sua história, concedeu às pessoas de outras religiões o maior grau de tolerância, permitindo-lhes seguir o seu caminho, embora algumas de suas práticas pudessem conflitar com a religião da maioria. Foi este grau de tolerância que os muçulmanos adotaram para com seus cidadãos não muçulmanos.
Há outro aspecto desta questão que não pode ser encontrado nas leis escritas, nem pode ser aplicado pelos tribunais ou governos: é o espírito de tolerância que subjaz atitudes retas, relações benevolentes, respeito para com os vizinhos e todos os sinceros sentimentos de piedade, compaixão e cortesia. A execução e o relato de tais atitudes são exigidos de todos os muçulmanos e não podem ser obtidos através de legislação constitucional ou a jurisdição do tribunal. [1]
Muitos ensinamentos Corânicos têm enfatizado relações com não muçulmanos com justiça e respeito, especialmente aqueles que vivem em paz com os muçulmanos e não criam inimizade contra eles.
“Allah nada vos proíbe, quanto àquelas que não nos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Allah aprecia os equitativos.” (Qur’an 60:8).
“E porque, por amor a Ele, alimentam o necessitado, o órfão e o cativo (Dizendo): Certamente vos alimentamos por amor a Allah; não vos exigimos recompensa, nem gratidão.” (Qur’an 76: 8-9).
Embora muçulmanos possam discordar de outros sistemas ideológicos e dogmas religiosos, isso não impede que demonstrem a maneira correta de discussão e interação com os não muçulmanos:
“E não disputeis com os adeptos do Livro, senão da melhor forma, exceto com os iníquos, dentre eles. Dizei-lhes: Cremos no que nos foi revelado, assim como no que vos foi revelado antes; nosso Deus e o vosso são Um e a Ele nos submetemos. ” (Qur’an 29:46).
Neste contexto, é conveniente levantar a questão: Será que a tolerância a outras religiões, como pregado pelo Islam, é uma questão para que os muçulmanos decidam? Por uma questão factual, a tolerância no Islam tem base ideológica no Alcorão e nos ensinamentos do Profeta Muhammad, e não está sujeito a qualquer interferência humana. Portanto, é um princípio islâmico diuturno, que não muda ao longo do tempo ou lugar. De acordo com o Alcorão, cada ser humano deve ser honrado como Allah os honrou:
“Enobrecemos os filhos de Adão e os conduzimos pela terra e pelo mar; agraciamo-los com todo o bem, e preferimos enormemente sobre a maior parte de tudo quanto criamos.” (Qur’an 17:70).
O Islam é a revelação final de Deus Todo Poderoso e é a religião da verdade universal para toda a humanidade. Tudo de suas doutrinas pode suportar qualquer desafio. Portanto, a existência de várias religiões - feitas pelo homem ou religiões supostamente reveladas - são apenas para permitir que o intelecto humano escolha. Os seguintes trechos do Alcorão enfatizam estes princípios:
“Allah dá testemunho de que não há mais divindade além d'Ele; os anjos e os sábios O confirmam Justiceiro; não há mais divindades além d'Ele, o Poderoso, o Prudentíssimo. Para Allah a religião é o Islam. E os adeptos do Livro só discordaram por inveja, depois que a verdade lhes foi revelada. Porém, quem nega os versículos de Allah, saiba que Allah é Destro em ajustar contas. ” (Qur’an 3:18-19).
“Porém, se teu Senhor tivesse querido, aqueles que estão na terra teriam acreditado unanimemente. Poderias (ó Mohammad) compelir os humanos a que fossem fiéis?” (Qur’an 10:99).
O Islam espalhou-se para toda parte do mundo a fim de transcender e elevar a humanidade acima do racismo, ignorância, superstições e injustiça. Portanto, não havia necessidade de conversão forçada para a verdadeira religião de Allah. Basicamente depende de as pessoas usarem o intelecto, com o qual Allah lhes abençoou, e escolherem. Esta é a razão porque centenas de milhares de pessoas continuam revertendo-se ao Islam, tão logo descobrem a verdade sobre isso.
Elas abraçam o Islam por vontade própria e sem qualquer sedução ou compulsão. Muitos dentre eles são cientistas, políticos, advogados, evangelistas e até mesmo pessoas famosas: Cat Stephen (agora Yusuf Islam), o ex-cantor famoso de pop; M. Hoffman, o Embaixador Alemão em Marrocos, que recentemente escreveu um livro revelador chamado, “Islam is the Alternative”; Morris Bucaille, o famoso cientista francês que aceitou o Islam após sua longa pesquisa científica e religiosa, que está resumida em seu livro “The Bible, The Qur’an and the Science”; Sr. Olson, o Embaixador dinamarquês na Arábia Saudita, que declarou em uma entrevista para uma rádio que: “se as pessoas soubessem a realidade do Islam, milhões abraçá-lo-iam” [2]. A lista daqueles que procuraram a verdade do Islam é extensa demais para ser mencionada aqui. Ela inclui pessoas de todas as esferas da vida.
Em seu artigo “When the Moors Ruled Spain”, Thomas J. Abercrombie (escritor da equipe do The National Geographic), revelou muitos fatos sobre as contribuições com as quais os muçulmanos presentearam o ocidente. Ele também faz alusão à justiça e à tolerância do governo Islâmico: onde judeus, cristãos e muçulmanos viveram pacificamente, lado a lado, por mais de sete séculos. Ele então gira 180º para falar brevemente sobre as atrocidades cometidas pelos cristãos católicos posteriormente:
“Foi aqui, muito tempo depois de Alfonso VI que as primeiras vítimas de uma crescente intolerância cristã pereceram na fogueira. Em 1469 o príncipe Ferdinand de Aragão casou-se com a princesa Isabella de Castela. Durante a guerra contra os mouros ao Sul, eles veriam como uma ameaça os muçulmanos e os judeus em suas próprias terras. Em 1480, estabeleceram a Inquisição espanhola. Antes que tudo estivesse acabado, três séculos mais tarde, milhares de muçulmanos e judeus tinham morrido; cerca de 3 milhões de pessoas foram levadas para o exílio. Em falta de seus principais empresários, artistas, agricultores e cientistas, a Espanha em breve seria vítima de sua própria crueldade.” [3]
Iriving (1973) em seu livro “The Falcon of Spain”, descreveu a posição dos cristãos e judeus sob o tolerante domínio muçulmano em oposição à intolerância selvagem dos governantes espanhóis, com as bênçãos do papa:
“Lado a lado com os novos governantes, viviam os cristãos e os judeus em paz. Este último, rico com comércio e indústria, estavam contentes de deixar dormir a memória da opressão pelos padres godos, [os judeus foram virtualmente eliminados da Península Hispânica no século VII pelos cristãos] agora que os primeiros autores desse fato tinham desaparecido. Eruditos em todas as artes e ciências, cultos e tolerantes, eles foram tratados com todo o respeito pelos mouros [muçulmanos da Espanha] e multiplicaram-se excessivamente em toda a Espanha; e, como os espanhóis cristãos sob governo mouro - que foram chamados de Moçárabes - tiveram de agradecer aos seus novos senhores pela era de prosperidade que eles jamais haviam visto antes.” [4]
Esse tipo de tolerância marcou a relação entre muçulmanos, cristãos e judeus. Os muçulmanos deram às pessoas a oportunidade de decidir por conta própria. Gibbon (1823) salientou o fato de que os muçulmanos da Espanha cumpriram os ensinamentos do Islam; eles não oprimiram os cristãos e os judeus, mas trataram-nos com tolerância inigualável.
Em tempos de paz e justiça, os cristãos nunca foram obrigados a renunciar ao evangelho ou a abraçar o Qur'an. [5]
No Islam, a injustiça é considerada como um dos maiores pecados. Por conseguinte, oprimir as pessoas porque eles têm diferentes crenças é rejeitado. O Profeta Muhammad disse: “A súplica do oprimido, ainda que ele seja um pagão, é ouvida (por Allah) diretamente, sem qualquer véu.” [6]

Notas:
[1] Yusuf al-Qaradawi. Non-Muslims in the Islamic Society. (Tr. by K. M. Hamad and S.M. A. Shah) American Trust Publication, Indianapolis, 1985. P. 28.
[2] The Islamic Magazine , The Qur'an radio station 16/2/1415.
[3] Thomas J. Abercrombie. When the Moors Ruled Spain. National Geographic, July 1988, P. 96.
[4] T. Irving. The Falcon of Spain. 1973, p. 72.
[5] E. Gibbon. The Decline and Fall of the Roman Empire VI, 1823, p. 453.
[6] Musnad Ahmed

Fonte: Abdullah Alqahtani. Disponível em: http://en.islamway.net/article/8371/tolerance-in-islam?ref=p-top
Tradução e Adaptação: Islane Castelo